SEMANA DE 22/03 ATÉ 29/03


Criei um blog para as nossas turmas de A20, com uma senha e endereço próprio, que repassei para as outras duas professoras referências responsáveis pelas turmas A22 e A23. Pensei neste blog para divulgar o que estamos fazendo na sala de aula, é um blog de acompanhamento das três turmas de A20/2010.
Minhas colegas adoraram a ideia e começam a tentar utilizá-lo, estou orientando-as com os conhecimento que possuo, mas elas ficam receosas de utilizar e ainda preferem que eu faça as postagens ou esteja presente quando elas o fizerem, ficam maravilhadas com os recursos que podemos utilizar,desejam que eu seja a maior responsável pelo mesmo.
A criação deste blog desacomodou um pouco o grupo docente mais próximo das turmas de A20, que passaram a se interessar mais pelo assunto, assim como acompanhar o blog e também nos procurar para divulgar as suas atividades desenvolvidas com os alunos no mesmo. Muitas colegas demonstraram interesse em criar um blog para suas turmas. A supervisão da escola comentou comigo a possibilidade de fazermos uma reunião no laboratório de informática, onde eu possa ensinar minhas colegas, que possuirem interesse, a criar e acessar um blog.
No blog criado para as A20 postamos as atividades desenvolvidas com as turmas, as novidades, o planejamento para a semana... Os alunos e famílias estão acessando também e gostando muito, todas permitiram a divulgação das fotos de seus filhos e trabalhos por meio de autorização escrita. Os alunos chegam na escola e comentam os vídeos e fotos contidas no blog. Através do data show apresentei para as turmas o desenvolvimento do blog, as crianças estão muito empolgadas.
Penso que assim que o laboratório de informática receber o estagiário de informática, será possível utilizar o espaço para a turma acessar o blog, pensei em criar um e-mail para cada aluno, ensiná-lo a utilizar a internet, o blog, entre outros.
Acredito que este trabalho também possa estar linkado de alguma forma com minha ideia inicial para o estágio e também sobre a ideia inicial de um projeto sobre identidade....
O endereço do blog é:
http://turmasavinte.blogspot.com/
Acompanhe !!!!

SEMANA DE 15/03 ATÉ 22/03...

Último ano de PEAD!!!
Mais um ano de trabalho...
Reiniciei este semestre ainda sem saber em que escola faria o estágio. A prefeitura de Porto Alegre possui algumas restrições quanto a estágiarios. Mas, agora está tudo encaminhado e farei meu estágio na mesma escola e turma que trabalho, o que com certeza é um ganho, pois caso contrário teria que trabalhar sessenta horas semanais( contando com as horas do estágio) e acredito que não aguentaria.
Estou bastante ansiosa com o estágio e ainda não consegui pensar em uma ação ou arquitetura pedagógica para desenvolver no mesmo. Penso apenas em um projeto para trabalhar com a turma que seria identidade. Os recursos que poderia trabalhar com eles seriam filmes, a sala de informática, espelho na sala de multimeios, entre outros. O assunto é bastante amplo e posso abordar diversos conteúdos com ele, pensei também na construção de um livro ao longo do projeto e de um Blog de acompanhamento... Estou me sentindo um pouco sem orientação a respeito desta etapa do PEAD, mas com certeza é uma insegurança inicial, pois creio que teremos todo um apoio para seguirmos em frente.

De 07/12 até 13/12 ...

A correria aumentou ... Trabalho, trabalho e trabalho...
Conselhos de classe, avaliações finais, encaminhamentos, sábados e sábados de recuperação por conta da gripe H1N1, apresentações de natal, PEAD ...
Nossa... Estou super cansada!!!
Mas essa semana consegui rever meu Portfólio de Aprendizagem, e também visitar os blogs de outras colegas de polos diferentes, troquei e-mail com uma colega da cidade de Alvorada. Nós duas possuímos dúvidas sobre o estágio e TCC do PEAD, pois não conseguimos entender muito bem a ideia de depois de tantos anos de sala de aula e de já estarmos efetivadas em nossas escolas nos submetermos a um novo estágio... O mesmo dizemos a respeito do TCC, a maioria das faculdades de Educação não cobram essa avaliação final, muitas solicitam o documento, mas não a apresentação do mesmo e outras nem o documento.
Achamos estranho da parte do PEAD, que é um curso inovador, apegar-se com estes instrumentos de avaliação...
Pensamos a respeito de toda nossa caminhada neste curso, a rotina extensa de trabalhos, (muito maior do que qualquer curso presencial)os porquês envolvidos na escolha deste curso, as adaptações que o PEAD e nos alunas sofremos ao longo destes três anos, nossas aprendizagens, entre tantas outras coisas ... e realmente não estamos satisfeitas com desfecho final.

De 30/11 até 06/12 ...


Semana de preparação para o Portfólio de Aprendizagem 2009/2.
A oportunidade de conhecer o blog de outras colegas foi muito interessante, pois sempre tive curiosidade em conhecer os outros polos e como as colegas pensavam...
Escolhi um blog de Três Cachoeiras para analisar, pensei nessa cidade por ser pequena e sempre ouvir falar muito bem da qualidade do ensino nas cidades do interior do RS.
Ao escolher o blog, pesquisei também sobre a cidade, o site da cidade de Três Cachoeiras (http://www.trescachoeiras.rs.cnm.org.br/portal1/intro.asp?iIdMun=100143427) é muito organizado e atualizado, encontrei ali muitos dados que poderiam ter sido usados se meu grupo da EJA tivesse escolhido aquela cidade, para o levantamento de dados, pois traz muitas informações bem precisas sobre a cidade e a educação. A ideia que me ocorreu é que parece que por ser uma cidade pequena seja mais fácil de obter dados mais detalhados sobre o local...

De 23 até 29 de novembro ...

A EJA havia sugerido uma proposta de trabalho onde meu grupo fez pesquisas, levantamento de dados sobre alfabetização, analfabetismo, EJA entre tantos outros dados, como porcentagens por sexo, idade, etc... A proposta escolhida era a 4: Mapeamento diagnóstico da realidade da educação de jovens e adultos na região pesquisada a fim de que se possa coletar e organizar dados atuais sobre o assunto.
Nossa ideia inicial era fazer um levantamento de dados de uma realidade bem próxima a nós: o bairro da escola, por exemplo, mas foi bastante difícil encontrar e pesquisar dados sobre aquela comunidade, então partimos para dados mais abrangentes como do município, estado, país... Encontramos muitos dados desatualizados, antigos, e na maioria das vezes não conseguimos atender a todos os itens da proposta de trabalho. Por fim acabamos restringindo o tema para o município de Porto Alegre, e as informações giraram basicamente em torno de como a cidade está envolvida para combater o analfabetismo.

Veja um pouquinho das informações que colhemos:

Porto Alegre recebeu em 20/06/2007 o selo que a reconhece como Cidade Livre do Analfabetismo.
Criado pelo Ministério da Educação (MEC) para incentivar ações de alfabetização nos municípios, o selo é concedido a toda cidade que alcançar 96% de alfabetização.
No total, 64 municípios brasileiros receberam o selo, sendo 40 no Rio Grande do Sul. Entre as capitais, além de Porto Alegre, apenas Curitiba e Florianópolis foram reconhecidas.
Conforme o censo do IBGE de 2000, Porto Alegre registra taxa de analfabetismo de 3,3%. Com a implementação de programas voltados à educação de jovens e adultos, a meta da prefeitura é reduzir o índice para 2%.

MEU TEXTO...



Na foto acima: as organizadoras do livro, a secretária municipal de Educação, Cleci Jurach, e as tutoras do Pró-letramento: Elenir Terezinha Garcia da Silva e Nedli Magalhões Valmorbida, no Cais do Porto, Feira do livro 2009, lançando nosso livro...



Estou bastante contente, pois recebi esta semana a notícia de que um texto meu, sobre memórias da minha alfabetização, foi publicado em um livro patrocinado pela prefeitura de Porto Alegre, com o título: "MEMÓRIAS DO LER" . A minha história está na página 45 e se chama "Memórias". Este projeto foi desenvolvido pela equipe da SMED PoA, setor responsável pelo Pró-letramento, com o intuito de resgatar e registrar as experiências que nós professoras relatavamos ao longo do curso do Pró-Letramento módulo 1 (português). Foi bastante gratificante poder contribuir com o meu relato nesta obra.

SEMANA DE 16/11 ATÉ 22/11

Na quinta-feira desta semana fui assistir a palestra: Avaliação Qualitativa em Matemática: Problematizando Práticas Escolares nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Os palestrantes foram o dr. Antônio Miguel e a drª Anna Regina de Moura, da Faculdade de Educação da UNICAMP. Ela foi realizada na UFRGS. A palestra foi bastante proveitosa e ia de encontro a dados que sentimos na sala de aula, como por exemplo, o empenho em ensinar determinados conteúdos e o pouco retorno da parte dos alunos com eles, o que mais me chamou a atenção foi o cuidado com a escolha do material a ser trabalhado e a dedicação com que os pesquisadores desenvolveram a pesquisa, o tempo despendido com a coleta de dados e comparação dos mesmos, o cuidado em analisar cada resposta, de cada aluno e a intenção de devolver esses dados para a escola. Com a pesquisa entendemos que os alunos acertaram mais questões (de um questionário que lhes ofereceram) relacionadas ao cotidiano deles fora da escola e nos conteúdos trabalhadas nela houve um acerto bem menor. Porquê? Talvez porque a escola esteja perdendo muito tempo em conteúdos e regras e esteja esquecendo de preparar seu aluno para a vida, indo de encontro com suas curiosidades e esquecendo de "disperdiçar tempo" com o que realmente interessa: auxiliá-los a se desenvolverem, pensarem... Se analisarmos a grade curricular de uma escola percebemos a grande repetição de conteúdos nas séries, e são muito poucas as professoras que tentam trabalharem com seus alunos outros conhecimentos fora os conteúdos escolares...
A educação não se faz sozinha, a escola necessita do apoio da comunidade em que está inserida, devemos trabalhar essa comunidade, essas famílias, mostrar que um caderno repleto de "continhas" não quer dizer que a crinça entendeu os processos de adição, subtração, divisão e multiplicação... ou pior como presenciei nesta manhã, uma professora pediu para seus alunos escreverem os númerais de 0 até 99, os alunos o fizeram, ao me aproximar perguntei a um deles que número era o algaismo: 30, a criança respondeu não sei o nome, então pedi que fizesse trinta bolinhas "aquela quantidade" e ele não passou do 16... Se dentro da escola nos deparamos com situações como essas não é a toa que pais cobrem cadernos cheios...
Mas, como tudo é aprendizagem a palestra me proporcionou boas reflexões e ainda uma nova forma de realizar contas de multiplicação... algo inédito para mim, que não sou muito boa com números, de uma forma rápida e fácil, sem precisar "decorar" a tabuada agora passo a fazer cálculos utilizando o desenho de linhas retas ... Bom é melhor seguir o racíocinio do modelo aqui em baixo, ele exemplifica muito melhor:

DE 09/11 ATÉ 15/11:

LIBRAS...
Ao ler os textos sugeridos pela interdisciplina de LIBRAS fiquei bastante impressionada com a história dos surdos. Não fazia ideia de como foram julgados e excluídos... Me causou espanto a ignorância da época, também me chamou a atenção a decisão tomada no Congresso de Milão, em 1880 de optar pela oralidade como educação para os surdos. Possuíam o pensamento de que sem fala não existe pensamento. Penso nas dificuldades enfrentadas pela comunidade surda da época, essa de decisão implicou no direito de escolha daquelas pessoas, foi-lhes negado o direito de como se expressarem, e lhe fora imposta a forma como deveriam fazer. A língua de sinais tornou-se, me parece, algo obscuro porque segundo o texto sugerido era mantida as escuras, por mais de cem anos.
Como todo processo de evolução, muitos foram os métodos que vieram a serem desenvolvidos para auxiliar a comunicação dos surdos. Como leiga ao iniciar a leitura sobre o método comunicação total acreditei ser ele o melhor e mais adequado para a comunicação destes, ao prosseguir na leitura percebi que estava enganada. Acredito que o melhor método seja a Pedagogia Surda, pois promove uma valorização da cultura e identidade surda e principalmente traz a inclusão deste na sociedade a qual faz parte.

De 02/11 até 08/11


Essa semana está sendo muito difícil ... Todos sofremos altos e baixos e estou em enfrentando uma fase ruim...
O bom dessa semana foi poder trabalhar com um colega que admiro muito, o colega Paulo.
Sempre o admirei como pessoa, colega e profissional, ele está sempre disposto a ajudar, é prestativo e solidário ...
Juntos preenchemos a tabela Teses do Seminário Integrador, colocamos nossos pontos de vista a respeito das afirmativas propostas e argumentamos. Muitas de nossas opiniões se assemelharam. Foi muito tranquilo e prazeroso trabalhar com um colega comprometido como ele, o trabalho fluiu de forma super natural ...

ORGULHO E VERGONHA

Fiquei muito envergonhada por ter um trecho feito por mim, no PA do meu grupo, publicado na página “Teses Gravataí.”
Ao reler minhas afirmações percebi o quanto fui confusa quando escrevi, o quanto escrevo pensando que todos sabem do que estou falando, que todos os leitores conhecem minha forma de raciocínio. Que vergonha! Que desespero! Imagino a professora Luciane lendo e balançando a cabeça ... deve ser por essa razão mesmo que ela escolheu aqueles trechos, pois percebo que ela selecionou trechos coerentes e incoerentes a respeito do PA e o meu não sei nem em que categoria se encaixa ... e fazia tempo que eu não aprontava uma dessas ... e agora sei lá quantas colegas vão ler e fazer o mesmo que ela, sacudir a cabeça, franzir a testa e dizer: hum?!... Ao reler minhas afirmações me deu uma incrível aflição, vontade de corrigir, e me explicar melhor antes que outras pessoas acessassem aquela página...
Tentei me explicar o máximo possível na parte da tabela: argumentação. Mas apenas um colega entenderá minhas explicações ... e os outros ... que vergonha... ainda bem que é anônimo, mas mesmo assim peço que de uma próxima vez sejamos comunicadas antes para pelo menos rever o que escrevemos várias e várias vezes e quem sabe nos dar conta dos nossos erros antes de serem abertos a todos... e mesmo assim correr o risco ...
Quando escrevi estava entusiasmada, sentei e iniciei e parei só depois que terminei tudo. Fico entusiasmada como agora para me desculpar, e aí é que mora o perigo: minha ansiedade. Escrevo e escrevo e muitas vezes deixo de registrar pensamento, pois falo e penso muito mais rápido do que escrevo (he,he,he) e acho que todos possuem uma sabedoria superior e intuitiva que ao lerem adivinham o contexto do meu pensamento...
A maior vergonha é que eu li e reli uma, duas, três vezes, o que havia postado sem me dar conta e sem perceber as contradições que havia escrito... Bom, nem tudo está perdido ... algumas críticas que eu própria apontaria em meu trabalho não foram ressaltadas por minhas colegas e nem pelo pessoal aqui de casa ... Vou ser honesta, fiquei orgulhosa de ter um trecho meu destacado na página de teses... Cheguei em casa, após a aula presencial e contei para todos ... e quando fui mostrar a página para meus familiares, o modem havia estragado, então só mostrei um dia depois, após concertá-lo. Chamei a minha família e abri a página, imediatamente comecei a me questionar na frente deles... que não viram tantos problemas como eu, mas meu orgulho foi virando vergonha em função de alguns trechos,que por conta da falta de explicação chegaram a serem conflitantes... Acredito que dessa situação vai ficar a necessidade de me conscientizar sobre a minha escrita. Saber que quando escrevo tenho que ser muito clara e explicita em relação a tudo que estou tentando dizer ...

ESCOLA, PLANEJAMENTO E DEMANDAS...

Andei preocupada com a proposta de Linguagem e Educação, sobre Plano de aula...
Entendo que o planejamento é indispensável para sucesso das aulas, mas não consigo aceitar a idéia de um planejamento extremamente detalhado, com todos os mínimos detalhes especificados, pois acredito que as demandas da sala de aula são tantas que esses detalhes se tornam dispensáveis ... Conversando com colegas do curso ouvi os seguinte comentários: Ao não detalhar o máximo possível nosso plano de aula, ele compromete a avaliação do professor... E, ainda, deve ser bastante minucioso para que qualquer pessoa possa entendê-lo e aplicá-lo ... Começo pelo fato de que se sou eu a professora que avaliará a aula e a aplicará, porque devo explicar para eu própria os procedimentos que devo fazer? Quando apenas referindo-me a eles já saberei como agir ... Não sei bem, mas me parece um pouco descabido escrever, por exemplo: Iniciarei a aula pegando o giz branco e escrevendo no quadro negro a data com dia, mês e ano em letra cursiva, etc... Ou ainda: o jogo possui tantas peças... de tais e tais cores... com o objetivo de... Se selecionei aquele jogo, já sei o objetivo e propósito do mesmo! Pouparia-me muito mais tempo e seria muito mais útil apenas a referências, como: data no quadro, ou melhor: data. E, para meu entender pior mesmo é dizer que é para que qualquer pessoa possa aplicar... Quer dizer que a funcionária da portaria pode me substituir e por essa razão meus registros devem ser minuciosos porque dessa forma ela desempenhará perfeitamente meu trabalho? Então trocando em miúdos é só o médico cirurgião me deixar seus registro minuciosos que eu posso operar em seu lugar?
Na área da educação todos dão suas opiniões... todos podem opinar e dizer que podem fazer como nós, ou melhor, sempre tem alguém com alguma receita para dar certo, e geralmente é alguém bem distante da sala de aula, muitas vezes políticos ou profissionais que há muito tempo deixaram de exercer a profissão... Para esses também tenho a minha receitinha e é bem simples: voltem para a sala de aula, mas não qualquer sala... aquela lá da periferia, do morro, da vila mesmo, sem recurso nenhum,com salas lotadas de alunos, sem espaço físico para acomodá-los e com todos os pormenores cotidianos e sintam suas demandas... Após tenham a liberdade de passarem suas receitas ...
E, no meio disso tudo, de tantos discursos e julgamentos como fica todo o trabalho desempenhado pela escola, toda a sistematização, todo o respeito ao processo, todo o nosso esforço? Fica abafado, sufocado, por novas e novas receitinhas ... De fato, todos esses “TODOS” estão sendo deixados de lado cada vez mais e o único "todo" que fica é o que a escola é cada vez mais responsável e culpada pelos fracassos da sociedade ... Eximindo as demais esferas como família, política social, saúde e etc... de suas parcelas de “culpa”. Não é a toa que o profissional professor aparece entre os profissionais com maiores índices de estresse, e ainda não é por menos que ouvimos dizer que está em extinção...
Não sei, estou um pouco cansada com a situação do magistério ...
O mesmo digo ao fato de enfrentar uma dificuldade com algum aluno e manifestar com os demais professores esse problema, se é de disciplina, então, nem se fale ... O SOE e o SOP começam a questionar como se o professor fosse o problema, as colegas que nos corredores também relataram as mesmas dificuldades, emudecem, e você está na inquisição ... Passam a te analisar, questionar ... Agora você é o problema ....Parece que os discursos e receitinhas acabam entranhando mesmo...
Essas situações acontecem seguidamente, relacionadas a decisões tomadas na escola, a dificuldades com alunos, e tantas outras situações do cotidiano escolar, mas o que me espanta é que nos bastidores a grande maioria concorda ou desabafa como você, mas basta haver uma reunião para discutir o caso e pronto, ninguém quer “se expor, se incomodar” ... E, ainda há aquelas pessoas que dizem uma coisa e fecham a porta de suas salas e fazem outra .. bem diferente ... e aquelas que enfrentam visivelmente a mesma dificuldade que você e possuem a mesma opinião e no momento de discussão tem a coragem de dizer aquela frase: é mesmo ... comigo ele se comporta bem, acho que é só contigo .... ela é a mesma colega que fez comentários catastróficos a poucas horas sobre o mesmo aluno que reclamo ... Da minha parte dá aquela vontade de pular num pescoço, mas nesse momento é no dela ... he,he,he,he ...
Bom, estou desgostosa com a situação do magistério e da pedagogia, pois todas as colegas as quais faço referência são formadas em demagogia. Opa, quer dizer, pedagogia! E, seus discursos estão muito distantes da prática, para elas as piores ações enfrentadas dentro da escola são “normais” parecem anestesiadas por uma incrível normalidade... Um aluno propositalmente esperar o outro estar de costas para lhe cravar um caco de vidro no pescoço, após quebrar uma janela com esse propósito no início da manhã e fazê-lo ao final dela: NORMAL! Cuspir nos rostos dos colegas, dar um soco em um que não lhe fez nada e estava distraído até sangra-lhe o nariz e ainda rasgar todos os cadernos da sala de aula para chamar a atenção porque não foi o ajudante do dia: NORMAL! Os problemas acontecem, as crianças são encaminhadas para uma conversa com o SOE e o aluno volta premiado com bolachas, ou fica um tempo jogando no computador, sem serem tomadas maiores providências e em poucos minutos ele retorna para a sala e ainda diz: "não deu nada" ... E se todos resolverem se darem conta da política do "não dá nada" e soltarem suas feras ... Tanto desrespeito pode gerar mais desrespeito ... Assistimos a política do "não dá nada" diariamente nos noticiários em jornais e televisão, envolvendo grandes nomes, grandes políticos, porque não praticar um pouco na escola, não é mesmo?!
Sei que as medidas a serem tomadas pela escola, não são muitas, mas com tantos episódios e tantas repetições, algumas atitudes deveriam ser adotadas, porque ao meu ver o direito de um termina onde inicia o do outro, o que dizer para as famílias no final da manhã ao entregar um aluno com o rosto inchado, após apanhar gratuitamente, o que dizer para a mãe que comprou um bonito caderno para sua filha e o colega rasgou-o por completo?

SOBRE A EJA...

Relendo as postagens no fórum da EJA, percebo as dificuldades enfrentadas frente à realidade da EJA. Os textos sugeridos para nossas leituras trazem alguns apontamentos sobre como deveria ser a EJA, mas no cotidiano real das escolas as coisas se distanciam bastante.
Os aspectos que mais me chamam atenção são as diferenças entre discurso e realidade. Segundo o texto de Haras devemos seguir com uma alfabetização nos moldes de Paulo Freire, aproveitando e trabalhando a realidade e interesse dos alunos e utilizá-la para discussões mais amplas, o ato de educar deve contemplar o pensar e contrapor a simples reprodução de idéias impostas, a alfabetização deveria ser sinônimo de reflexão, argumentação, criticidade e politilização. O que vemos em muitas escolas é justamente o contrário, muitas não possuem um planejamento em suas aulas, utilizarem cartilhas do ensino fundamental, não preparando um trabalho diferenciado para a EJA, etc. O mesmo se faz quando o texto cita o embasados em Emilia Ferreiro e Piaget, nem mesmo no ensino fundamental de nove anos, nos primeiros anos e primeiras séries de Porto alegre, vemos a preocupação em seguir e respeitar as etapas do desenvolvimento do aluno, nem na escrita, (falo porque presencio está realidade, no estodo do RS, a SEC oferece um curso de alfabetização que exclui totalmente está ideia (niveis de escrita) apegando-se apenas a uma alfabetização fônica, outras escolas do município são extremamente tradicionais e trabalham apenas sílabas soltas sem se preocupar com o nível da lectoescrita que seu aluno esteja).Falta planejamento nas escolas, coletividade, envolvimento... O que acontece realmente com a EJA, não sei, pois não estou inserida nesta realidade, mas as mesmas pessoas e escolas que trabalham desta ou daquela forma citada anteriormente, são as mesmas que trabam com a EJA, pessoas que prestaram concurso para esta área e possuem seus diplomas, direções, supervisões que atuam e deixam atuar de forma "solta" sem um planejamento, valendo a lei do "feche sua porta e faça como quizer"... no diurno, são as mesmas que trabalham com a EJA, totalizando quarenta ou sessenta horas de trabalho, será que na EJA fariam diferente?

Libras

Após realizar a atividade diálogo da Interdisciplina Libras, percebi a dificuldade em interpretar uma nova língua. Os sinais eram rápidos e naturais para as meninas que se comunicavam usando a língua de sinais, mas para que uma pessoa com poucos conhecimentos como eu era extremamente difícil de compreendê-los, mesmo com o recurso do dicionário de libras demorei muito tempo até conseguir entender o diálogo proposto. Me coloquei no lugar de uma pessoa que não compreende o português por exemplo, e também no lugar de uma pessoa surda frente a um ouvinte que não toma alguns cuidados para se fazer entender ...
Pesquisando, encontrei na Wikipédia essas dicas para comunicação com uma pessoa surda:
Falar de forma pronunciando bem as palavras;
Usar um tom normal de voz;
Falar diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela;
Fazer com que a boca esteja bem visível;
Quando falar com uma pessoa surda, tentar ficar num lugar iluminado. Evitar ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta a visão do rosto;
Se souber alguma língua de sinais, tentar usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, as tentativas são apreciadas e estimuladas;
Ser expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz, que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos ou sinais e o movimento do corpo são excelentes indicações do que se quer dizer;
A conversar, manter sempre contato visual, se desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.;
Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se houver dificuldade em compreender o que ela diz, pedir para que repita. Geralmente, os surdos não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas;
Se for necessário, comunicar-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante;
Quando o surdo estiver acompanhado de um intérprete, dirigir-se a ele, não ao intérprete. Alguns preferem a comunicação escrita, alguns usam linguagem em código e outros preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração.
Para saber mais acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_dos_surdos

ESCOLA NOVA

Movimento de renovação na educação no Brasil baseado na ação seguiu a pedagogia de Rousseau, (A educação é o caminho para a escola renovada) influenciou sistemas educacionais e professores e no século XX. A proposta era de que a educação se renovasse para estimular a mudança social. O maior avanço da Escola Nova foi à possibilidade do aluno ser autor de suas próprias experiências através de métodos ativos e criativos. Sua contribuição é vista quando em nossas salas de aulas estão presentes os usos de ferramentas como rádio, televisão, computador, etc...
PIONEIROS DA ESCOLA NOVA:
JOHN DEWEY (1859-1952):
Ensino pela ação e não pela instrução;
A educação se reconstrói continuamente as experiências concretas, ativas, produtivas, de cada um, uma educação, pragmática, instrumentalista;
Convivência democrática;
A educação leva a resolução de problemas da vida fazendo o aluno pensar;
O pensar tem cinco estágios:
1º) uma necessidade sentida; 2º) a análise da necessidade; 3º) as alternativas de solução do problema; 4º) a experimentação de várias soluções; 5º) a ação final de maneira científica; Uma visão de educação como processo e não como produto.
OVIDE DECROLY (1871-1931):
Criou o método dos Centros de Interesses;
Os métodos se baseiam na observação, na associação e na expressão.
Distinguem-se dos projetos porque não visam um fim, a construção de algo.
MARIA MONTESSORI (1870-1952):
Utiliza em crianças normais seu método de recuperação de crianças deficientes;
Seus métodos se baseiam na utilização de jogos educativos para trabalhar o tato, a pressão, cores, formas, espaços, etc...;
Aparece aqui pela primeira vez na educação ambientes condizentes com o tamanho das crianças.
CÉLESTIN FREINET (1896-1966):
Acreditou que era necessário transformar a escola por dentro, pois era dentro dela que se manifestavam as contradições sociais;
Em primeiro lugar vinham o trabalho e a cooperação;
Seu objetivo era criar uma escola do povo;
Criou uma pedagogia do trabalho, o objetivo da escola era criar cidadãos para o trabalho livre e criativo, capaz de dominar e transformar o meio e quem o exerce;
Aulas passeio (estudo de campo), cantinho pedagógico e troca de correspondência;
O professor deve estimular experiências e colaborar para o êxito dos alunos;
Não via valor didático no erro, o fracasso desestimula o professor deve ajudar na superação do erro;
Acredita no envolvimento afetivo;
Pedagogia do bom senso, aprendizagem como resultado de teoria e prática, ação e pensamento;
Livre expressão + atividade cooperativa = nova educação;
Baseia-se em: cooperação, comunicação, documentação e afetividade.

DECROLY...

Decroly acreditava na possibilidade de o aluno aprender a aprender, na capacidade do aluno conduzir sua própria aprendizagem. Acredita que as crianças aprendem o mundo com base em uma visão do todo, que depois é organizado em partes. Para ele a necessidade gera o interesse e esse o conhecimento, as necessidades básicas humanas segundo Decroly são: comer, abrigar-se, defender-se e produzir. Ele se assemelha a Montessori, pois ambas acreditavam que o ensino deveria aproveitar as aptidões naturais de cada faixa etária. Mas um preferia o trabalho em grupo e outro o trabalho individual. Decroly acreditava que o trabalho em grupo prepararia o individuo para o convívio em sociedade. Os métodos propostos por ele se baseiam na observação, associação e expressão. Ele se dedicou ao campo da linguagem, e acreditava que a palavra não era o único meio de expressão.
O que me chamou atenção foi à forma como sua escola era organizada, com os centros de interesse, que funcionavam como oficinas, é priorizado o que os alunos querem aprender e a montagem do currículo feito por eles. Atenção também especial a jogos, brincadeiras e exercício.

EJA, UM NOVO CAMINHO.

Paulo Freire procurou um novo caminho, mostrando uma nova maneira de ensinar e aprender a ler e escrever e está nova maneira deixa de lado as cartilhas e suas repetições de palavras.
Para Paulo Freire é necessário que em um primeiro momento façamos um “levantamento do universo vocabular”, que se pesquise e investigue o universo que nossos alunos estão inseridos. Isso nada mais é do que pesquisar a fim de conhecer os vocábulos mais usados pelos que iremos alfabetizar. A essas palavras chamaremos de palavras geradoras, e trabalharemos em cima delas exercitando-as, na verdade é muito semelhante ao modo tradicional de aprendizagem através da formação de sílabas básicas. Apresenta-se a palavra, desmembramos a mesma em sílabas e após repetições, formamos famílias silábicas e novas palavras. As palavras escolhidas devem seguir três critérios: a riqueza fonêmica da palavra geradora, as dificuldades fonéticas da língua e o sentido pragmático dos exercícios. Dessa forma na medida em que a aprendizagem vai se desenvolvendo é possível que professores e alunos coloquem novas palavras, temas geradores e discutam sobre eles promovendo diálogo. Assim o aluno vai se alfabetizando ,mas também se conscientizando dos problemas que o cercam, acaba por compreender a realidade social que faz parte. Portanto o alfabetizar é apenas o inicio deste programa de educação. Está é uma forma de fortalecer o trabalhador contra as desigualdades sociais.

LETRAMENTO

Vivemos em uma sociedade que valoriza o ato de saber ler e escrever. Mas, somente ler e escrever não nos basta mais. É necessário e se faz imprescindível além de alfabetizar, “letrar”.
O que é letrar? Esta palavra ainda não possui definição, não está no dicionário, por sua complexidade, então como trabalhar desenvolver algo que ainda não possui definição, algo subjetivo? Ser letrado significa ter desenvolvido e usar uma capacidade metalinguística em relação à própria linguagem, (Kato 1986, p.7), ou ainda é possível dizer que letramento é o conjunto de práticas sociais que usam a escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contextos específicos, para objetivos específicos (cf. Scribner e Cole, 1981).
Não é necessário ser alfabetizado para ser letrado. O letramento está associado à oralidade e a capacidade de possuir estratégias orais letradas, fazer relações com o mundo dos livros, com a prática discursiva. O letramento extrapola a escrita, vai além. A escola é uma das principais responsáveis pelo letramento, mas esta muito ligada a um tipo dele que é a alfabetização e principalmente a aquisição de códigos, nela todos são medidos e promovidos quanto ao conhecimento adquirido. Enquanto isso toda a sociedade é responsável pelo letramento e oferece diferentes níveis dele, seja na família, igreja, etc...

FORMAS DE LER, ESCREVER E FALAR ....



A leitura realizada na interdisciplina Linguagens e educação, chama a atenção para uma questão importante no cotidiano escolar, a maneira de falar, escrever e ler. A questão é sobre as formas destas falas, leituras e escritas e suas diferentes maneiras de expressão, que variam de região para região, de época para época e assim por diante. Ao pensar esta questão afirmo que não falamos nem escrevemos da mesmo jeito e que estes processos variam muito de forma mesmo dentro da comunidade. O importante aqui é o exercício de observação, se dar conta que existem diferenças, e entender que a linguagem da escola não é a única e que a escola deve ser espaço para essas diferentes formas de expressão, deixando de lado julgamentos e classificações, pois a forma de falar e escrever sofre alterações constantemente e historicamente.
A escola deve lançar mão destas diferenças e buscar formas de trabalhar a diversidade cultural da sociedade, (pois a escola faz parte dela) e as formas de linguagem presentes em nosso cotidiano. Trazendo-as para a sala de aula, abrindo oportunidade para se perceber as diferentes formas de linguagens, utilizar a forma da Internet, das músicas que escutam, por exemplo, a entre colegas, a de casa, do livro, das lendas, dos filmes, etc... Problematizando o certo e errado e levando o aluno a construir suas aprendizagens.
Em minha sala de aula peço sempre para que os alunos escrevam do seus jeitos, pois tenho um primeiro ano, chamo a atenção deles para as diferentes formas de escrita, comparando muito com a forma do livro. Percebo também certas expressões que não compreendo e peço para a criança me explicar o que elas querem dizer com aquilo, às vezes é bem engraçado, pois são expressões usadas em casa pelos pais ou avós ...
Após a atividade da interdisciplina prestei mais atenção as diferentes formas de meus alunos falarem e observei que muitos utilizavam gírias. Chamei a atenção, aproveitando para pensarmos juntos, na maneira de se expressar nas diferentes esferas da escola e sociedade. Como devemos nos dirigir ao diretor, por exemplo, e a um colega ... Fizemos um teatrinho e eles se divertiram muito... Acredito perceber melhor essas diferenças com alunos maiores, pois escuto muito minhas colegas relatando que eles escrevem como se estivessem no MSN, ORKUT, etc... utilizando abreviações, gírias e uma linguagem própria que é necessário, às vezes um tradutor ... E, que tratam professores e autoridades como se fossem colegas ...

Comênio


Com as leituras sobre Comênio compreendi que a escola que respeita às crianças, suas capacidades, sentimentos e limites, não é uma concepção nova na escola. O mesmo se diz respeito ao direito de todos a uma educação igualitária. Essas idéias na verdade já eram defendidas no século dezessete por Comênio.
Com suas ideias ele marcou a educação, em sua Didática Magna, abordava conhecimentos sobre didática, cotidiano escolar, relação aluno professor, religião, etc ...
Sua contribuição é presente na escola nos dias de hoje, como por exemplo trabalhar a realidade social na sala de aula.

AULA PRESENCIAL ...


A nossa primeira aula presencial foi bastante empolgante e descontraída...
Com humor e animação os temas abordados foram sendo ilustrados através de práticas simples que nos levaram a compreender o processo de tomada de consciência.
Atividades como desenhar uma bicicleta e engatinhar podem desenvolver esse processo. Mas, interessante foi a dificuldade que apresentamos ao falar destas ações, por exemplo, o engatinhar, ao invés de praticá-lo. Sabíamos todas o que era engatinhar, e não era necessário realizar a ação para representar esse processo, mas demonstramos dificuldades e divergências ao relatar a ação, foi necessária a prática, tivemos literalmente que engatinhar para chegarmos a um consenso de com se fazia...
A tomada de consciência consiste numa construção que passa o inconsciente para o consciente, exige reconstrução da consciência de um esquema de ação o transforma num conceito, consistindo assim numa conceituação.